Reginaldo Júnior
 
Teclando com o inimigo 
 
    Com quem você anda teclando?

    Você tem idéia de que tipo de gente possa estar do outro lado dessa teia cibernética?

    É de sites de relacionamento? Messenger? Fotologs? Orkut?

    Porque será que tantos jovens, principalmente, se interessam por eles?

    Afinal, as pessoas ficaram com medo de se expor pessoalmente, materialmente? Ou será que se trata tão-somente de uma evolução natural do mundo?

    Qualquer que seja a resposta, a realidade é uma só: definitivamente, entramos na famosa ‘onda virtual’, na qual relacionamentos começam e terminam – bem ou mal - pela internet!

    A ‘galera’ de hoje está cada vez mais ligada nessa tal onda!

    Namoros, encontros e desencontros pela internet ficaram comuns!

    Muitos pais, preocupados com a violência nas ruas, até preferem que seus filhos passem o dia todo à frente do computador.

    Mas será que, apesar de toda vigilância, essas fatalidades não vão acabar acontecendo? Quantos casos de encontros marcados pela internet com pessoas desconhecidas resultaram em roubos, seqüestros, estupros e até assassinatos?

    Será difícil colocar a culpa exclusivamente nos pais. Afinal eles sempre buscam, à sua maneira, proteger seus filhos!

    Mas esses casos continuarão a acontecer, porque nunca se saberá realmente quem estará teclando do outro lado!

    O melhor a fazer, independentemente de épocas e do surgimento de novidades tecnológicas, será sempre a conversa aberta e franca entre pais e filhos.

    Conversa que poderia ter acontecido desde os tempos em que não havia televisão nem internet e em que todos iam para a calçada conversar sem necessidade do medo das ruas – mas dentro das casas imperava o autoritarismo dos patriarcas.

    Conversa que também deveria acontecer hoje, quando o risco invade não apenas as ruas, mas também, sorrateiramente, o interior das casas através da internet.

    E os novos patriarcas desse mundo cibernético ainda não acordaram para isso.

    Os tempos são outros, mas continua faltando o essencial: diálogo.
 
 
 
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