Reginaldo Júnior
 
Vai ficar assim??? 
 
A história recente da política brasileira tem sido recheada de escândalos e de episódios que nunca seriam aceitos em um país que quer ser considerado sério. Nem em outros em que a população costuma fazer justiça com as próprias mãos.

No entanto, o vexame que a Seleção Brasileira proporcionou na Copa de 2006 foi uma das maiores vergonhas nacionais que vi em toda minha vida e, ao que parece, logo vai ser esquecida.

Afinal, a equipe chegou para a temporada de preparação na Suíça e, depois, para a disputa na Alemanha, mais do que favorita.

Tínhamos - até então! - o melhor jogador do mundo. Ronaldinho Gaúcho, a maior estrela da Seleção, não parava de fazer embaixadinhas e gracinhas com a bola.

Roberto Carlos e Cafu só falavam em bater recordes pessoais. E quando chegou à Suíça em seu jatinho o "fenômeno" Ronaldo disse em entrevista que estava tudo tranqüilo!

Eles estavam tão tranqüilos que até se permitiram curtir a noite em uma boate. O "fenômeno" virou DJ enquanto outros se entregaram aos embalos. A imprensa mostrou, mas como tudo era festa, até levou no bom humor a farsa de Roberto Carlos que negou que estivera na boate - e as fotos mostravam que sim! Afinal, os jogadores juravam que iriam dar show de bola na Copa e isso parecia que bastava!

O primeiro jogo logo mostrou que o show estava longe de começar! Ronaldo "fenômeno" estava gordo e brigado com Lula; Ronaldinho Gaúcho perdido. Mas Parreira dizia que preferia ganhar por pouco que fosse, mesmo sem dar show!

Para piorar, aquela parcela da imprensa envolvida até o pescoço com essa farsa tratou de tentar tapar o sol com a peneira!

Mas veio o segundo jogo. E foi a mesma coisa! Um time de dar sono!

Já na terceira partida, contra o Japão, Parreira fez jogo de cena e pediu aos jogadores para terem mais tesão!

Contra um time sem tradição, até o  "fenômeno" fez gol e o Galvão, ufanista, estava feliz da vida com a Seleção e com o falso tesão do Parreira e seus mercenários canarinhos!

Mais uma vez a peneira serviu para tapar o sol!

Depois veio o time de Gana, que era fraco. De novo ganhamos mas não convencemos!

No jogo seguinte enfrentamos os franceses. Os mesmos que em  1998 já nos haviam humilhado.

Vem Pelé e diz que tinha o pressentimento de que o Brasil perderia!

Eu e milhões de brasileiros levados pela ilusão de sermos os melhores do mundo o xingamos de tudo!

Roberto Carlos curtiu com o Rei do futebol exigindo que ele ficasse "quietinho". O capitão Cafu disse que não entraria com o espírito de vingança.

E o que se viu foi isso: Ronaldinho Gaúcho - "o melhor do mundo" -não jogou nada durante toda a Copa! Só se preocupava em exibir suas embaixadinhas, madeixas e a marca de seu patrocinador .

Cafu não mostrou liderança e se esqueceu principalmente da garra que teve em 2002. Não teve fôlego nem categoria sequer para fazer os básicos "chuveirinhos" na área adversária.

Roberto Carlos só queria saber de aparecer como o solteirão pegador da Seleção!  

E a história, no final, mostrou: o Rei estava certo. A França ganhou e nos humilhou novamente. Perdemos o jogo e a moral.

Gostaria, ao menos, que esses "profissionais" tivessem tido por nós, brasileiros, e pela Nação, o mesmo respeito e dedicação que demonstraram o tempo todo por seus patrocinadores!

Foi revoltante ver que, depois do "baile" que levaram, esses mercenários ainda saíram rindo, abraçando e cumprimentando seus algozes franceses com quem jogam e ganham milhões de euros em outros clubes que para eles - os mercenários - são mais importantes que a Seleção.

Alguns até tentaram simular uma certa frustração. Mas assim como foram péssimos profissionais em campo, também se mostraram, como atores, péssimos canastrões.

E nem fizeram questão de disfarçar. No dia seguinte ao vexame contra a França, por exemplo, Ronaldinho Gaúcho já se esbaldava em uma boate de Barcelona, gastando em euros e se lixando para o sofrido povo brasileiro do qual ele um dia fez parte.

Se fosse em outros países, paredão seria pouco para eles.

Lembram-se do que aconteceu em outra Copa com o jogador Escobar, da Colômbia, que apesar de esforçado voltou desclassificado para seu país e foi recebido e morto a tiros pela torcida revoltada?

Será que é isso que anda faltando por aqui?

Políticos desonestos e jogadores mercenários até que fariam por merecer esse tratamento... 
 
 
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